Comércio justo no Chile: junte-se a nós e nos siga

O comércio justo no Chile teve muito destaque no mês de agosto com o desenvolvimento de diversas atividades. Uma delas foi o Oitavo Simpósio Internacional de Apicultura, desenvolvido em Santiago, Chile, de 12 a 14 de agosto; e contou com a presença de mais de 90 expositores, entre produtores de mel, insumos para a apicultura e distribuidores de máquinas, que se reuniram no evento. A atividade central foi a série de seminários com especialistas nacionais e de outros países como Brasil, Argentina e da União Europeia. De maneira excepcional, pela primeira vez, contamos com um módulo especial de comércio justo, onde se falou da demanda atual e perspectivas para o mel de comércio justo, no mercado internacional.

Os assistentes conheceram, em primeira mão, o trabalho no interior de uma cooperativa apícola com os princípios do comércio justo, os desafios que enfrentam e a procura de mercados para seu produto, nas palavras de Juan Eduardo Henríquez, gerente da Cooperativa Campesina Apícola Valdivia, APICOOP.

No contexto das atividades, foi realizado o Seminário de Estratégias de Influência e Protagonismo para os membros da Coordenadora Nacional do Chile, na cidade de Curicó, nos dias 22 e 23, que foi assistido por sete organizações de produtores do país, resultando na construção da estratégia de influência e protagonismo da Coordenadora Nacional.

Além disso, a Coordenadora realizou reuniões com várias entidades locais, tais como as organizações de agricultores pertencentes à Organização Mundial de Comércio Justo (por sua sigla em inglês WFTO), Órgãos governamentais como ProChile, a Organização de agências das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (por sua sigla em inglês, FAO) e compradores em todo o país. Além disso, no campo da promoção de campanhas de “Ciudades y Pueblos Latinoamericanos por el Comercio Justo” y “Universidades Latinoamericanas por el Comercio Justo” (“Cidades e povos  latino-americanos para o Comércio Justo” e “Universidades latino-americanas pelo Comércio Justo”)  foram programadas reuniões com  Universidad Autónoma de Chile (“Universidade Autônoma do Chile”), sede na cidade de Talca e Municipalidad de Sagrada Familia (Município da Sagrada Família), localizado na província de Curicó

 

Campanha “universidades latino-americanas pelo comércio justo”

Cada vez mais são as universidades agora que estão interessadas na campanha pelo comércio justo. Dois países entraram oficialmente neste ano: Equador com a Universidade Tecnológica Equinocial (UTE), que já está em conformidade com 4 critérios e é esperado que em breve possa cumprir com a compra institucional de produtos provenientes de pequenos produtores de comércio apenas. México, com a Politécnica Universidade de Huatusco, que tem uma relação muito próxima com o coordenador dos produtores da zona centro do estado de Veracruz – COORPROVER e já cumpre todos os critérios, também das aquisições internas, comprando café diretamente do Coordenador Mexicano.

O Coordenador equatoriano está também, aprofundando as relações com a Universidad Nacional de Chimborazo e a Escola Superior Politécnica de Chimborazo.  Enquanto isso, em Caranavi (Bolívia), se está promovendo os primeiros contatos com o Instituto Tecnológico de Caranavi e a Universidade Pública de El Alto. Na Costa Rica, a Universidade Estatal à Distância (UNED) está se interessando pelo assunto e com o apoio da delegação da União Europeia, na Costa Rica já desenvolveu uma reunião sobre comércio justo América Latina-Europa, na Universidade da Costa Rica (UCR), em San José.

Esta campanha ajuda a chegar, pouco a pouco, às sociedades dos países para construir relações de comércio justo e consumo responsável, também na região.

Você tem contatos e boas relações com universidades nacionais?

Você acha que a Universidade poderia apoiar a sua organização ou o Coordenador Nacional em diferentes trabalhos de pesquisa, extensão, educação?

Se sua resposta é sim, então nós convidamos você a conhecer melhor a campanha “universidades latino-americanas pelo comércio justo”.

Como CLAC queremos que as organizações de produtores sejam os protagonistas deste processo de influencia e protagonismo e sensibilização local; professores, pesquisadores e estudantes podem ser aliados muito importantes do movimento por um comércio justo e solidário.